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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Saiu no jornal daqui

Quando virei a página do Metro ontem de manhã e vi uma receita de coxinha, até me assustei. Nunca vi coxinha por aqui mas também nunca procurei - a unica vez que vi e até comemos, foi no Guanabara, pois por acaso acabamos passando na frente. Também nao sei a coxinha é algo conhecido pelas 251893 nacionalidades que vivem nessa terra e se essa receita (com titulo em português) despertará curiosidade ou nao. Mas enfim, a receita saiu no jornal e está ai a prova!



Chegando no trabalho, comentei com o pessoal sobre a receita brasileira que saiu no jornal. Alguns falaram que ignoraram pois não entenderam o que eram aquelas palavras, e algumas pessoas me perguntaram se era esse o tal do croquette de poulet que os brasileiros comem todo dia. Ao ouvir esse "todo dia" meu sinal de alerta tocou! Pelo menos eu, só comia coxinha quando ia em alguma festinha de aniversario de criança (e isso nao era muito frequente), por isso, acabei explicando e tentando desmistificar um pouco o mito do consumo da coxinha por esse povo tao estranho que somos nós, os brasileiros.

Depois disso, fiquei pensando um pouco sobre os hábitos alimentares dos brasileiros (rsrsrsrs) antes e depois da imigração e algumas perguntas ainda passam pela minha cabeça. Alguém que ainda está no Brasil, me responda por favor, quantas vezes na semana você come coxinha? Brigadeiro? Pudim de leite? Feijoada? 

Pelo menos eu e o Fabiano, só consumiamos essas delicias muito raramente. As vezes até uma vez por ano e não mais do que isso!!!! Agora pergunto: Sei que não tenho nada a ver com o que o povo come ou deixa de comer, mas por que vemos tantos brasileiros chegando aqui e já ficando desesperados por comidas tipicas como coxinha e brigadeiro? Muitos com pouquíssimos meses de imigração? Será que essas pessoas comiam essas coisas todos os dias ou toda semana antes de imigrar? Definitivamente é algo que não consigo entender....

Consideramos que uma das coisas legais que a imigração nos trouxe, foi a possibilidade de conhecer diferentes culturas e consequentemente experimentar novos pratos. Saímos do arroz e feijão de cada dia e nos abrimos para novas experiências. Descobrimos que gostamos de muitas coisas que sei que não comeríamos se ainda estivéssemos no Brasil (não falo de coisas bizarras, como carne de cachorro, tartaruga, insetos e etc) e temos deixado muitas outras coisas de lado que não estao nos fazendo a falta tão grande que faziam antes, como por exemplo a carne de boi. 

Acho que isso também faz parte do pacote adaptação ao novo país, nova cultura, etc e pelo menos pra mim, ficar preso a essas coisinhas (como a busca pela coxinha ou do brigadeiro de cada dia) dá a impressão que a pessoa nao imigrou 100% e está vivendo fisicamente aqui mas com a cabeça ainda no Brasil. Mas como disse, é a minha opinião e cada um come o que tem vontade! 

Mas, se eu puder deixar um conselho para quem ainda vai chegar, meu conselho seria: estejam abertos para as novidades! O mundo é grande demais e oferece uma quantidade infinita de coisas novas para conhecermos a cada dia! Explorar coisas novas e sair da zona de conforto também faz parte da adaptação, além de que também pode ser algo muito gostoso, e não difícil e traumático como dizem por ai! 

A bientôt!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Curiosidades do mercado oriental

Salut pessoas!

Fazia um tempinho que eu queria comentar sobre esse mercado que agora eu adoro, mas sempre deixava passar, mas agora não tem desculpa!

Logo que chegamos aqui começamos a fazer a nossa "feira" da semana no Jean Talon (o mercado municipal de Montreal), mas percebíamos que as vezes a compra saia um pouco cara demais. Até que algumas pessoas nos indicaram o Marché Fu Tai e confesso que não foi amor a primeira vista.

Na nossa primeira visita achamos o mercado um pouco esquisito, cheio de coisas "diferentes" e isso nos assustou um pouco. Mas ao mesmo tempo vimos que a parte de frutas, legumes e verduras do Fu Tai é bastante variada, com produtos de alta qualidade e preços bastante acessíveis. Assim, o Fu Tai acabou sendo eleito nosso sacolão oficial.

Sempre que vamos lá, mesmo que seja só para comprar nossas frutas da semana, gostamos de olhar tudo o que tem em todas as prateleiras, pois sabemos que encontraremos algo diferente para nós, às vezes até chocante. Alguns exemplos, são esses produtos aqui:
Tartaruga com casco e tudo mais!
Cada bandejinha continha mais ou menos umas 20 unidades!
Mas, também encontramos coisas legais e "comíveis" de acordo com o nosso paladar ocidental. E ontem, encontrei algo que me deixou muito feliz. Apesar de não ser exatamente o mesmo e ter o sabor um pouco diferente, já dá pra matar as lombrigas quando o desejo vir forte!

Só pra vocês terem uma ideia, no Brasil comprávamos todo mês um pacotão com 50 yakults e todo dia bebíamos pelo menos 1 (às vezes 2, 3....) e sempre acabava antes da moça que nos entregava passar de novo no nosso prédio, então imaginem a nossa cara de felicidade quando encontramos esse genérico! Assim que chegamos em casa ontem com as frutas, deixamos tudo de lado e fomos experimentar o Yakult!

Logo na primeira experimentada o Fabiano se decepcionou pois como ele mesmo diz "pra quem tem a referencia do Yakult brasileiro, esse só é uma vaga lembrança". Mas, pra mim, a reação foi diferente e acho que serve como um ótimo substituto naquelas horas de vontade forte. Vem até com canudinho! E enquanto escrevíamos este post, tomando um Yakult genérico, chegamos a conclusão que ele se parece mais com aquele Chamyto da Nestlé do que com o Yakult mesmo.

Então, fica a dica, quando estiverem em Montréal, Marché Fu Tai é um ótimo lugar para comprinhas básicas do dia a dia e também para conhecer coisas novas, que podem ser estranhas para nós, mas normais para outras culturas.

A bientôt

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nem tudo está perdido 2!

Salut pessoas!

Amanhã é o ultimo dia de aula no curso que estamos fazendo particular, e para comemorar o termino da sessão, cada um deve levar uma comidinha do seu próprio país.

Fiquei meio na duvida do que levar, mas no final acabei me comprometendo a levar um doce. Na hora pensei em brigadeiro e beijinho, mas quando estava em Toronto, em 2003, tentei fazer brigadeiro várias vezes e nunca encontrei um leite condensado decente. Todos eram aguados.

Hoje, procurei um pouquinho e encontrei um que me chamou a atenção por ter uma foto de um pudim na frente. É claro que ainda estava meio cética, mas resolvi arriscar. O resultado não poderia ser melhor! O leite condensado não perde em nada pro nosso tão amado "Moça". Ou seja, dá pra ser feliz aqui também!

Olhem só que coisa mais fofa!

Não perde em nada pro Moça!

Aliás, nas nossas andanças por ai, já encontramos outras coisas interessantes. Por enquanto são essas que lembrei de tirar fotinhas:

Quem foi que disse que Maizena não é marca!?

Não sabia que Rapadura era Colombiana!
Enfim, não posso deixar de mostrar o resultado da experiencia com o leite condensado né!?



A bientôt!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Nem tudo está perdido!

Salut pessoas!

Muita gente nos pergunta como estamos nos alimentando aqui. Alguns acham que só comemos Mc Donalds e que não existem frutas, legumes e verduras, só porcarias. Outros acham que só comemos congelados e frituras. 

Mas, para você que acha que fora do Brasil as terras são improdutivas e que os vegetais não resistem à uma viagem de avião e não podem ser importados, eis aqui a boa noticia: Sim, existem frutas, legumes e verduras no Canadá! Inclusive, existe arroz e feijão e existe também panela de pressão pra cozinhar a sua feijoada que jamais será esquecida!

Brincadeiras a parte, podemos viver uma vida até que bem normal com as coisas daqui, com poucas adaptações ao cardápio. Por exemplo, hoje até tiramos uma fotinha do nosso jantar!

Arroz, Feijão Preto, Linguiça, Salada de Alface e Tomate Cereja e Suco de Laranja!
Até o momento, a grande diferença que senti aqui em relação à comida é a grande quantidade de gordura presente nos alimentos. A linguicinha da foto por exemplo foi aferventada por alguns minutos e deixou uma grande quantidade de gordura na água. Depois, coloquei para grelhar sem nada, nem 1 gotinha sequer de óleo e mesmo assim joguei pelo ralo da pia 4 colheres de sopa cheias de óleo que a linguiça soltou. E, para ficar sequinha, ainda deixei um pouco no papel toalha, que ficou bem encharcadinho.

Para quem tem problemas de colesterol (como é o caso do Fabiano) ou controla neuroticamente o peso como eu, vale ficar atento a todos os rótulos e embalagens e comparar marcas, pois temos percebido que os valores nutricionais também são diferentes mesmo em produtos similares. E, atenção: Mesmo em coisas que a gente nem imagina, como o leite semi-desnatado, a tabela de valores nutricionais mostra uma pequena quantidade de Gordura Trans!

Mas, como disse lá em cima, nem tudo está perdido e é possível sim cuidar da saúde e alimentação por aqui. As fotinhas abaixo, tiradas no Marché Jean Talon, não me deixam mentir!



Agora, só precisamos encontrar um açougue que venda carninhas gostosas, por que a carne moida de supermercado que compramos aqui estava com gosto de carne velha e ficamos traumatizados. Aceitamos sugestões!

A bientôt.