Mostrando postagens com marcador emprego. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador emprego. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

No trabalho hoje

Segunda feira de manhã, conversa de elevador, colega de trabalho me aborda e diz:

- Imagino que vc esteja com dificuldades para se acostumar com o horario de trabalho puxado aqui do Canada. As empresas aqui exigem muito e até abusam de nós.

Eu espantada respondo:

- De maneira alguma. Estou adorando.

Não satisfeita a colega insiste:

- Mas ouvi dizer que no Brasil as pessoas saem cedo do trabalho para aproveitarem as praias, parques, cafés etc.

Eu respondo deixando a gringa horrorizada:

- Nunca cheguei em casa no Brasil antes das 20:00hrs e aqui trabalho das 8:30 as 16:30, tendo boa parte da tarde livre pois chego em casa em no máximo 30 minutos. As pessoas aqui não tem ideia da vida boa que tem e ainda reclamam!

Não adianta, o ser humano é muito mal agradecido e sempre consegue reclamar de algo. Mesmo por melhor que seja a situação, a grama do vizinho é sempre mais verde.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Atualizando

Salut pessoas!!!

Bom saber que vocês ainda estão por ai e que alguém ainda lê o que a gente escreve! Fico feliz! Então vamos aos poucos atualizando o blog com as nossas novidades.

Nesses 3 meses que se passaram desde o recebimento do visto a vida nova virou realidade. Estamos virando gente de verdade por aqui e até temos documentos! Olha só que lindos!!! Brincadeiras a parte, mas nosso recebimento dos documentos canadenses foi 99% tranquilo. Tudo chegou dentro do prazo e só não foi 100% sem problemas pois meu NAS não saiu logo de cara no primeiro dia. Tive um problema por ter nome composto e meu nome completo não coube no sistema, então tiveram que mandar fazer meu NAS sei lá aonde. Nunca gostei de nomes compostos e tenho trauma do meu, por isso fica a dica para quem estiver pensando em "presentear" seu pimpolho com um lindo nome daqueles super chiques como Maikel Jéquison Uóshiton da Silva Junior. 



Ainda falta a carteira de motorista daqui. Já fizemos o agendamento e assim que passarmos pelas provas conto como foi.

Outra coisa que fizemos nesse meio tempo foi uma viagem para Orlando. Tiramos 15 dias para esquecer de tudo e também para comemorar. Esquecemos da espera que tanto nos abalou, esquecemos que em breve teríamos que trabalhar e começar tudo do zero mais uma vez, esquecemos que estávamos esperando documentos, enfim, esquecemos tudo mesmo e por 15 dias voltamos a ser criança de novo nesse lugar magico where dreams come true. Foi maravilhoso e cada segundo que passamos lá valeu muito a pena e foi muito bem aproveitado.


Ah, detalhe: saímos do Canada e entramos de novo sem o cartão de residente permanente. A saída foi tranquila, sem maiores problemas, mas a volta tem que ser feita obrigatoriamente de carro. O documento de confirmação de residencia permanente que o consulado emite não dá direito a viajar por meios comerciais (avião, ônibus ou trem), por isso voltamos via NY e alugamos um carro que foi devolvido aqui em Montreal. Sem o cartão de residente permanente (que demora quase 3 meses para chegar) essa é a unica maneira de re-entrar no Canada sem ter que pedir aquele visto de autorização de viagem.    

Na volta de Orlando, comecei a trabalhar, como eu já havia dito num post anterior. Teoricamente esse  emprego seria bem similar ao que eu já fazia no Brasil, porém acabou que não era e eu acabei não me adaptando ao lugar e às minhas atividades. Foram 3 meses nesse emprego e como era um contrato temporário (que me ajudou a ganhar experiencia aqui) acabei saindo de lá sem peso na consciência. 

A saída do meu primeiro emprego foi tranquila e não teve nenhum stress para nenhum dos lados. A unica exigência do meu antigo contrato era cumprir 15 dias de "aviso prévio" que cumpri sem problemas e no final acabei saindo de lá com referencias positivas, algo muitíssimo importante, principalmente aqui quando se está começando do zero. Essa minha primeira experiência de trabalho, apesar de curta, me ensinou muito e merece um post exclusivo que virá em breve.

Obviamente, o motivo da minha saída desse emprego foi por que recebi uma proposta melhor. Contrato permanente, com benefícios e dessa vez totalmente relacionado com a minha formação e com experiências anteriores. A tal da "equivalência profissional" acabou vindo antes do que a gente imaginava e, para quem não queria trabalhar aqui, como eu dizia antes, confesso que estou bem feliz, pois o nível de stress é zero se comparado com o Brasil.


Pelo menos por enquanto, estou tendo uma boa impressão nesse começo do meu novo trabalho. Vamos ver como serão os próximos dias e meses, mas até o momento estou bastante feliz. Como deu pra ver ai em cima, o pessoal foi  bem simpático e receptivo. Espero que continue!

E por enquanto é isso. A bientôt!

domingo, 13 de maio de 2012

Vale a pena???

Salut pessoas

Um comentário feito pelo pessoal do BrasilPolska, com uma simples pergunta, nos inspirou a fazer esse post. "Vale a pena tudo isso?" foi a pergunta que rondou nossas cabeças nos últimos meses e agora que tudo acabou (ou vai começar) conseguimos fazer uma reflexão melhor.

Nos últimos meses estávamos certos de que tudo o que fizemos foi em vão, pois parecia que completaríamos 1 ano aqui sem recebermos o nosso visto. Nossa data de retorno para o Brasil já estava até definida, seria 01 de Julho e nossos planos seriam trabalhar no Brasil, juntar mais dinheiro e voltar um dia quando o visto resolvesse sair, isso é se saísse. Passamos pelo menos uns 2 meses quase sem sair de casa, meio deprês por causa de todas as noticias que a cada dia apareciam nos jornais. Nossas únicas atividades eram o curso de francês, academia e meu trabalho voluntário. Nem animo para passear a gente tinha.

Felizmente não foi o que aconteceu e a historia todo mundo já sabe!

Quando decidimos vir pra cá antecipadamente, o cenário era outro completamente diferente do atual. Até aquele momento, as previsões passadas pelo consulado eram cumpridas e quando atrasava não era muito. Confiamos também numa "promessa" do consulado feita para nós, nos garantindo que poderíamos vir tranquilos, pois se ainda assim os vistos atrasassem, teríamos tudo resolvido até no máximo Janeiro/2012.

Não foi o que aconteceu. Considerávamos o pior dos cenários até final de fevereiro, que também não foi cumprido, mas ainda assim, não estávamos despreparados para continuar aqui até julho (que era a nossa margem de segurança), só sentíamos que estávamos limitados, presos, sem poder viver plenamente, trabalhando, estudando, etc.

Mesmo com o desânimo dos últimos meses e com a data certa para voltarmos para o Brasil e esperarmos o visto por lá, ainda assim tentamos aproveitar ao máximo nossa experiência aqui. Francisação, imersão cultural, ganhar experiência canadense e até experiência de entrevistas para fazer contatos e quem sabe um dia quando o visto saísse conseguir alguma oferta de emprego. São essas pequenas, porém importantes, coisas que não podemos fazer no Brasil e que fazem muita diferença aqui no dia a dia, te dão mais segurança na hora de uma entrevista de emprego, te preparam para quando o "viver plenamente" chegar.

Se faríamos isso hoje de novo? A resposta é NÃO! Mas esse não, é baseado apenas em 1 único fator: Incerteza. A instabilidade do consulado, os prazos que aumentam a cada mês e o processo em constante mudança nos fazem HOJE, ter mais receio em relação ao futuro da imigração e do processo como um todo. Não estou dizendo que acho que a imigração vai acabar, mas como todo mundo tem visto, as coisas estão a cada dia mais difíceis, e diante desse cenário atual, acho que o investimento a ser feito, tanto financeiro quanto emocional, é muito alto para algo tao incerto no momento.

Mas e na pratica? O que os tais "pontos positivos" significaram para nos? Francisação, imersão cultural e experiência canadense fizeram toda a diferença assim que recebemos o visto e foram determinantes em relação as nossas conquistas.

A primeira de todas as conquistas (e motivo do meu desaparecimento do blog) é que recebi uma proposta de emprego exatamente no meu segundo dia útil como residente permanente e comecei a trabalhar poucos dias depois. De lá pra cá foi uma correria daquelas para tirar todos os documentos e resolver todas as pendencias sem ter que ficar faltando no trabalho, mas no final deu tudo certo. O trabalho em sim tem sido bem legal e esses primeiros dias muito cansativos. Sempre ouvimos dizer que os primeiros dias de trabalho em francês cansam absurdamente e comigo tem sido exatamente assim, chego em casa destruída, mas aos poucos vou me acostumando. Posso dizer que esse trabalho foi uma grande conquista mesmo pois estou trabalhando em uma grande empresa do mercado financeiro e em uma função mais ou menos parecida com a que eu tinha no Brasil, mas com o nível de stress super baixo.

E logo em seguida, veio a segunda parte da conquista, mérito do Fabiano. Durante 2 meses ele passou por entrevistas, testes de matemática, física, programação, abstração de projeto e depois mais uma entrevista até que finalmente ele foi aceito na pós graduação que sempre foi o sonho dele: desenvolvimento de games. Serão 9 meses de curso intensivo, no final ele fará um projeto para uma empresa e a partir dai é seguir para a carreira que ele sempre sonhou.

Acreditamos que o fato de virmos antes para cá ajudou sim nessas duas grandes conquistas. No nosso caso tudo valeu a pena, deu certo, tudo aconteceu no prazo que tinha que acontecer, mas corremos um risco mais alto do que a gente tinha pensado. Agora é fácil para nós dizer que valeu a pena, mas até pouco tempo atrás, não tínhamos essa certeza e em vários momentos questionávamos o que estávamos fazendo aqui. No final das contas, nossa saga teve final feliz, mas não significa que a de outras pessoas terá o mesmo final também. Não quero influenciar e nem desencorajar ninguém, pois essa decisão é algo muito pessoal e depende do nível de tolerância à fortes emoções de cada um.

A bientôt.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Adquirindo Experiência Canadense

Salut pessoas!

Depois de um ano novo bem gostoso e tipicamente quebecois, estamos de volta. Estamos entrando de novo na rotina de estudos com a francisação que começa segunda feira e, ainda estamos torcendo pela chegada do visto. É estranho pensar que iniciamos esse processo em 2010 e cá estamos  nós em 2012 ainda sem nenhuma previsão. Já se foram 14 longos meses de espera.

Mas o assunto de hoje não é esse, e sim o que estamos fazendo para aproveitar esse período de espera angustiante. Esperei um pouco para poder contar essa novidade com mais detalhes e agora acho que o post será mais proveitoso.

Tudo começou em novembro com a nossa primeira visita ao Centre d'Action Bénévole de Montreal / Volunteer Bureau of Montreal. Trata-se de um escritório que concentra em seu banco de dados diversas vagas de trabalho voluntario nas mais diferentes instituições. No CABM é possível encontrar vagas de trabalho voluntário de todos os tipos possíveis e imagináveis, desde distribuição de refeições para pessoas necessitadas até desenvolvedor web, para fazer o site de algum órgão. Com este tipo de trabalho, o imigrante recém chegado pode adquirir a sua primeira experiência profissional canadense, obter referencias, colocar em prática e melhorar o francês e ainda aprender muitas coisas interessantes no dia a dia.


Mas, voltando a nossa primeira visita ao CABM (com rendez-vous apenas!!!), lá somos atendidos por um consultor que faz uma pequena análise do nosso perfil e objetivos e nos apresenta algumas vagas, fala sobre as instituições e etc. Após essa reunião com o consultor, é responsabilidade do candidato entrar em contato com as empresas/instituições para se candidatar às vagas. Também podemos ver as vagas pelo site e entrar em contato caso interesse, mas eles pedem para fazer isso apenas depois de passar pela entrevista com o consultor.

Depois de aproximadamente meia hora de conversa com a consultora que me atendeu, sai de lá super animada e com várias vagas de trabalho voluntário para que eu entrasse em contato e começasse a trabalhar em breve. E foi o que fiz. Priorizei os trabalhos em francês (pois tem a opção de trabalhar voluntariamente em inglês também), e entrei em contato com algumas instituições. Alguns horários não deram certo, outros não retornaram e finalmente uma instituição que parecia muito interessante me disse que eu poderia ir no dia seguinte. A vaga era trabalhar com atendimento ao publico em uma instituição que cuida de pessoas idosas. Achei o máximo pois seria uma ótima oportunidade de falar muito francês com diversas pessoas e meu horário seria bem tranquilo, 2 vezes por semana após o meio dia. Somente no primeiro dia que pediram para eu ficar o dia inteiro para ver como tudo funcionava.

E, lá fui eu para meu primeiro dia de trabalho. Cheguei, procurei pela pessoa responsável e ela nem perguntou meu nome! Me colocou em uma sala muito suja e cheia de roupas sujas para separar o que poderia ser vendido ou não. E lá fiquei, quase o dia inteiro, sem conversar com ninguém e respirando poeira.  Dai, quando lembraram que eu existia e foram ver se eu ainda estava viva, me falaram que eu poderia sair para comer alguma coisa, mas que deveria voltar logo. Peguei minha bolsa e sai "para comer". Nunca mais voltei.

Cheguei em casa triste e decidida a nunca mais fazer trabalho voluntário, pois mais parecia trabalho exploratório. O tal do atendimento ao publico que a vaga oferecia era feito somente por 2 francesas, funcionarias mesmo da instituição e os demais voluntários separariam os itens que seriam colocados na loja ou não. Para quem está lendo, pode achar que é frescura, mas digo que não é! Só vendo o ambiente e toda a sujeira do lugar que dá pra entender de verdade do que estou falando.

E assim passei o mês de novembro inteiro me negando a procurar outro tipo de trabalho voluntario, pois tinha medo de cair nessa mesma furada de novo. Me questionava como as pessoas faziam esse tipo de trabalho e ainda relatavam experiências super positivas. Não entrava na minha cabeça.

Passado o trauma, resolvi dar mais uma chance para os trabalhos voluntários e achei que valeria a pena tentar mais uma vez. E, com muito receio entrei em contato com uma instituição que buscava um voluntário para fazer um trabalho de assistente geral no escritório deles e lá fui eu para o meu primeiro dia. Trata-se de uma instituição que pesquisa a cura do diabetes e este escritório é responsável por receber as doações de toda a província do Quebec. Além disso eles também fazem eventos, parcerias com empresas, etc.


Chegando lá já senti a diferença. Era um escritório limpinho, no centro de Montreal. Fizeram uma pequena entrevista comigo para saber quais eram as minhas intenções e expectativas e no mesmo dia já fui apresentada para todo mundo que estava ali no escritório. Também me explicaram quais seriam as minhas atividades, meus dias e 
horários de trabalho antes de começarmos para saber se eu estava de acordo com tudo. Fiquei muito contente pois por mais que eu estivesse ali como voluntária, me senti "parte da equipe" e não mais uma pessoa trabalhando de graça.

Isso tudo aconteceu no comecinho de dezembro e, não parece, mas já estou completando 1 mês de trabalho voluntário, e estou adorando! Minhas atividades são bem básicas, de assistente do auxiliar do estagiário, como preparar 
correspondências para enviar para o correio, fazer arquivos e tirar xerox. Agora, depois de 1 mês e ganhando a confiança do pessoal do escritório, comecei a preparar os cheques das doações e os pagamentos para levarem para o banco e também a fazer tabelas no excel. Além disso, trabalho usando tanto o francês quanto o inglês, pois metade do escritório é francófono e metade anglófono. E não trabalho sozinha. Trabalho em conjunto com outro voluntário, um economista do México que começou no mesmo dia que eu.

Sei que 1 mês é pouco, mas até o momento posso afirmar que estou bem feliz. O pessoal do escritório também tem se mostrado bem satisfeito com o trabalho, principalmente agora com as "novas responsabilidades". Fiquei muito contente pois a minha "chefe" já se colocou a disposição para ser usada como referencia profissional quando eu estiver buscando um trabalho de verdade, ou seja, apenas quando sair o visto, sabe-se lá quando. Além disso, apesar de fazer um trabalho simples, mesmo assim a gente aprende pequenos detalhes do dia a dia das empresas e das pessoas que para quem já é daqui, é normal, mas para nós é novidade, como por exemplo preencher um envelope ou um cheque. E, tudo isso ainda ganhando a tão importante "Experiência Canadense".

Apesar de no começo a minha experiência não ter sido positiva, é sempre bom dar e ter uma segunda chance e nunca desistir de primeira. No meu caso, foi na minha segunda chance para o trabalho voluntário que as coisas deram certo e estou começando a ver os benefícios, que eu poderia estar perdendo caso tivesse desistido de primeira.

E agora, vamos ganhando experiência enquanto o visto não chega.

A bientôt.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Testando a empregabilidade

Salut pessoas

Após 13 meses de espera pelo visto de residente, é natural que passamos a pensar que "está mais perto do que longe" e por isso agora as coisas estão ficando mais sérias. O visto ainda não saiu, mas existe a promessa de que sairá em janeiro e por enquanto ainda estamos acreditando. E, com a "proximidade" do visto, começamos a dar uma olhadinha bem discreta ainda, no mercado de trabalho.

Muitos sabem que eu ainda não sei o que quero da vida. Tem dias que quero começar tudo do zero e estudar para entrar em uma nova área e tem dias que quero trabalhar e ter dinheiro no bolso pra aproveitar a vida. Neste momento estou na fase de querer trabalhar, porém tem que ser um trabalho tranquilo para que eu não passe por tudo que passei nos últimos 7 anos no Brasil. Trabalhar das 9 até as 22 horas, cobranças absurdas por resultados impossíveis e chefes que praticam intimidação e assédio moral estão absolutamente fora de cogitação, obviamente. Quem já passou por tudo isso como eu, tem medo de entrar numa fria de novo, por isso os olhos estão bem abertos e a analise das vagas tem sido bem cautelosa para que o trauma, que ainda é bem recente, não se repita. Afinal, não viemos para o Canadá para sofrer!

Mas voltando ao assunto, depois que entrei na fase de "considerar a possibilidade de trabalhar ao invés de estudar", atualizei meu curriculum e me inscrevi em um site de recrutamento. Apliquei para uma vaga há alguns dias atrás e, para a minha surpresa, um selecionador entrou em contato comigo e marcamos uma entrevista e alguns testes.

Hoje foi o "grande dia". Conversamos por aproximadamente 30/40 minutos e inclusive expliquei que neste exato momento não poderia começar a trabalhar pois ainda aguardo o RP que possivelmente chegará em janeiro, mas mesmo assim ele fez todo o processo como se eu já estivesse 100% "regularizada". 

Após a nossa conversa ele me encaminhou para fazer alguns testes. Teste escrito de gramática de francês e inglês, word, excel e power point. Os testes de word, excel e power point eram "praticos" e foram super tranquilos. Cada teste era composto por 55 tarefas e algumas eram até ridículas, como por exemplo: Coloque o texto selecionado em negrito. Porém outras eram mais difíceis, como fazer macros no excel que é algo que não sei fazer e nunca tive paciência de aprender (apesar de usar trocentas planilhas cheias de macros nos antigos empregos que tive). Já os testes de gramática eram bem difíceis, principalmente o de francês, que exigia um nível bastante elevado de conhecimento do idioma. Não tinha múltipla escolha, era preciso escrever corretamente mesmo. E, apesar de ter tirado uma nota baixa (entre 60 e 70%) achei que até fui melhor do que imaginei, pois pensei que a minha nota seria por volta dos 40%, pois a prova estava dificílima!

Finalmente, depois de 5 horas fazendo provas no escritório da empresa de recrutamento, recebi o feed-back final do selecionador, e por ter sido a minha primeira entrevista canadense e primeira entrevista em francês, posso dizer que sai de lá até que contente. O selecionador falou que em relação aos testes de word, excel e ppt, as notas foram super acima da  média, mas também né o nível de exigência deles aqui foi extremamente básico. No entanto, em relação ao idioma, obviamente tem que ser melhorado. O que me deixou contente foi que ele achou que falo bem, porém meu problema é ao escrever, no entanto, faremos um novo teste escrito assim que o RP sair para tentar elevar a nota.

Uma dica que ele me passou e acho que vale a pena passar para todos é que, na área de Administração (que é a minha formação e é obviamente a área da vaga que apliquei), diferente da área de TI por exemplo, o nível de exigência do francês falado e escrito é bem elevado, mas principalmente do francês escrito. Ele também disse que as empresas contratantes, pedem para ver não somente o seu cv, mas também as cópias dos testes que você fez para saber aonde estão as suas maiores dificuldades.

Outra dica importante é, mantenham um bom relacionamento com pessoas chaves em seus empregos anteriores. Ele me solicitou pelo menos 1 pessoa de contato, com cargo de liderança, em cada uma das empresas onde trabalhei, seja estágio ou não e, ele me garantiu que ele entrará em contato com essas pessoas nos próximos dias.

E, para finalizar a conversa, combinamos de que assim que sair o nosso visto de residencia, entrarei em contato para refazer o teste de francês e, tirando uma nota maior (de preferencia acima de 75%) serei encaminhada para entrevistas com as empresas (espero que isso funcione na pratica também).

Mas enfim, fazendo um balanço deste primeiro teste com o mercado de trabalho canadense, acho que no final das contas o resultado até que foi positivo. Me senti bem a vontade na conversa com o head hunter e não passei por nenhum sufoco, mostrei bons resultados (pelo nível deles) nos testes práticos, recebi um feed back super positivo quanto às minhas experiências, qualificações e etc e consegui identificar meu maior problema e principal ponto a ser desenvolvido, que é o francês escrito. E independente do que eu pense em fazer da vida, seja estudar ou trabalhar, está na hora de começar a escrever em francês, abandonando o corretor automático que tanto senti falta na hora da prova!

A bientôt.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Salon des Carrières en Technologie

Salut pessoas!

Essa é para quem já esta em Montréal e principalmente para quem é das áreas de TI e engenheiros.

Image_Technocan

Dias 05 e 06 de outubro acontece em Montreal o SALON DES CARRIÈRES EN TECHNOLOGIE e SALON CARRIERES DU RÉSEAU DES INGÉNIEURS DU QUÉBEC. Este evento contará com a presença de diversas empresas dos setores de TI e Engenharia, que farão recrutamento de profissionais e também palestrantes que falarão sobre temas diversos relacionados ao mercado de trabalho.

Para se inscrever para participar deste evento, é preciso que o profissional tenha pelo menos 2 anos de experiência na área e envie junto com a inscrição o CV e a carta de apresentação.

Iremos lá na quarta feira ver como é que funciona este tipo de evento e depois contamos como foi!

A bientôt.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Missão de recrutamento de TI no Brasil

Salut pessoas!


Noticia interessante para quem é da área de TI!




Da ultima vez que conversamos com o Giles do BIQ (acho que foi na feira para estudantes), ele comentou que em Outubro terá uma missão de recrutamento de TI com várias empresas de Québec, para entrevistar brasileiros e, quem sabe, até fazer o recrutamento e acelerar o processo de imigração.

Enfim, hoje, lendo as noticias no Cyberpresse vi essa matéria aqui, que fala exatamente sobre essa missão de recrutamento de brasileiros que acontecerá no outono (deles) aqui em São Paulo e depois em Curitiba e com o foco em profissionais da área de TI.

A matéria na integra está aqui! Está em francês!

A bientôt.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Immigrants et emploi: le Québec à la queue

O La Presse publicou ontem uma matéria muito interessante sobre o índice de desemprego entre os imigrantes no Québec, comparado com outras províncias canadenses. Pelo menos lá na École parece que o texto causou um pouco de repercussão.

Bom, não estamos ainda lá no Canadá, mas mesmo assim acabamos tirando as nossas conclusões. Desde sempre o índice de desemprego entre os imigrantes é maior que entre os nativos, assim como a média salarial dos canadenses sempre foi maior que a dos imigrantes, mas até ai é algo que todo mundo sempre soube e não estamos indo “enganados”.

Até onde nossas pesquisas alcançaram, temos a impressão de que grande parte deste número de imigrantes desempregados é composta por aqueles que chegam já na expectativa de conseguir um trabalho logo no primeiro mês, sem ao menos dar aquela super melhorada no idioma, e sim o idioma é um fator muito importante na busca do emprego. Acho que muitos de nós não contrataríamos uma pessoa que tem dificuldades em se expressar no idioma local. Por isso acho que cabe a nós sairmos daqui preparados para passar alguns meses de adaptação e depois sair para a busca da tão sonhada experiência canadense.

Enfim, não quero causar polêmica, mas é um assunto para se pensar.

A matéria, que segue abaixo, também pode ser lida aqui!

A bientôt!


Immigrants et emploi: le Québec à la queue

(Montréal) Si vous avez choisi d'immigrer au Canada, pensez-y à deux fois avant de vous installer au Québec!


L'Institut de la statistique du Québec (ISQ) ne le dit pas aussi crûment que cela, mais la conclusion d'une remarquable étude qu'il vient de publier saute aux yeux: pour les immigrants, le marché québécois du travail est nettement plus difficile à percer que dans les autres provinces. Les chiffres sont ceux de 2009, dernière année complète où l'on dispose de données permettant d'effectuer des recoupements selon l'âge, le sexe, le niveau d'instruction, la région de provenance. Le document fournit le portrait le plus complet jamais publié sur le sujet (1).

Au Québec, les immigrants occupent 12% de l'emploi total; cela représente 451 000 emplois. On peut raisonnablement penser que la vaste majorité de ces emplois se trouvent dans la région de Montréal, de très loin le premier choix de résidence chez les nouveaux arrivants.

D'entrée de jeu, un chiffre saute aux yeux: au Québec, le taux de chômage chez les immigrants se situe à 13,7%, comparativement à seulement 7,6% chez les travailleurs nés au Canada (que les spécialistes appellent les «natifs»). Cela va donc presque du simple au double. Cette situation n'est pas unique: dans la majorité des pays de l'Organisation de coopération et de développement économique (OCDE), on peut constater des écarts du même ordre.

Ce qui est plus dramatique, c'est que le reste du Canada réussit à faire beaucoup mieux. En Ontario, le taux de chômage chez les immigrants atteint 10,7%, comparativement à 8,4% chez les «natifs». Dans l'ensemble du Canada, les chiffres correspondants sont de 10% et 7,8%. Chez certaines catégories de travailleurs, les disproportions sont considérables: chez les immigrants très récents (arrivés depuis moins de 5 ans), le chômage n'est que de 7,4% en Saskatchewan, comparativement à 22,4% au Québec. Certes, avec le temps, la situation des immigrants s'améliore. Ainsi, chez les immigrants de longue date (10 ans et plus), le taux de chômage tombe à 10,7% au Québec, mais il demeure encore sensiblement plus élevé que la moyenne canadienne de 8,3%.

Ce que ces chiffres nous disent, c'est que la situation au Québec peut soutenir la comparaison au niveau international, mais que, dans un contexte canadien, le Québec accuse un retard considérable.

Qu'est-ce qui peut causer cela?

Le document vise d'abord à dresser un portrait de la situation, et demeure donc assez discret sur le sujet. Selon le directeur de l'étude, Jean-Marc Kilolo-Malambwe, la présence relativement forte d'immigrants dans une société d'accueil facilite l'intégration des nouveaux arrivants sur le marché du travail. Or, toutes proportions gardées, le Québec attire moins d'immigrants que les autres provinces. On a vu que les immigrants comptent pour 12% de l'emploi au Québec. En Colombie-Britannique, la proportion frise les 27%; en Ontario, 29%, dont une forte proportion d'immigrants de longue date. Le poids de l'Ontario contribue grandement à faire monter la moyenne canadienne à 20%.

Dans ces deux provinces, les immigrants constituent à l'évidence même une masse critique beaucoup plus importante qu'au Québec, et cela peut certainement contribuer, par effet d'entraînement, à faciliter l'accès au marché du travail.

Il faut aussi poser la question de la crédibilité des diplômes. Ainsi, le taux de chômage atteint 20% chez les immigrants diplômés en provenance d'Afrique (y compris les pays du Maghreb), mais tombe à 16% chez les Asiatiques et seulement 9% chez les Européens. Or, les pays du Maghreb (Algérie, Maroc, Tunisie) fournissent beaucoup plus d'immigrants au Québec qu'au reste du Canada. Un chiffre est remarquable: chez les immigrants, peu importe le pays de provenance, qui ont décidé d'effectuer leur formation au Canada ou de décrocher un diplôme dans une institution canadienne, le taux de chômage chute de façon spectaculaire à 8,5%.

Le document jette aussi un éclairage très intéressant sur le taux d'emploi (c'est-à-dire la proportion de personnes en âge de travailler et détenant un emploi). Plus le taux d'emploi est élevé, mieux c'est. Comme on peut s'y attendre, le taux s'emploi des immigrants établis au Québec, à 53,2%, est très inférieur à celui des travailleurs nés au Canada (60,8%). La différence la plus frappante concerne les jeunes femmes de 15 à 24 ans. Chez les jeunes femmes immigrantes de cette catégorie, le taux d'emploi plonge à 36%, 60,6% chez les «natives» du même groupe d'âge. Le document n'avance aucune explication là-dessus, mais on peut se poser la question: ce fossé pourrait-il avoir quelque rapport avec la forte proportion d'immigrants maghrébins, et de leur attitude à l'égard de la femme au travail?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Placement International

O departamento de imigração do Quebec lançou neste final de semana o tão aguardado site Placement International, que é uma ferramenta para os futuros imigrantes, que já possuem o CSQ, se cadastrarem e começarem a enviar os cv’s para as empresas de lá, estando ainda no país de origem.

A idéia é de que o candidato receba uma proposta ainda em seu país e com isso possa agilizar a emissão do visto, no entanto, a coisa não é tão fácil como parece, pois a empresa que faz a proposta tem que justificar para o governo de lá o motivo da contratação de um imigrante, que nem está no Canadá ainda, ao invés de um canadense.

Bom, para quem ainda não tem o CSQ, não adianta nem entrar, pq para se cadastrar o candidato tem que informar vários dados como n.º do CSQ, data de emissão, n.º de processo, etc. Agora, para quem já tem o CSQ, acho que é uma ferramenta interessante para sentir como será a aceitação do seu CV no mercado de trabalho do Quebec, e quem sabe, vai que apareça alguma proposta não é! Não custa nada tentar.

O endereço é o
http://www.placementinternational.gouv.qc.ca/

Eu vou me cadastrar hoje a noite, mas a Ju já se cadastrou e até enviou o CV dela para algumas vagas. Agora, pra variar vamos esperar pra ver se alguém entra em contato. E se alguém se cadastrar e receber algum contato queremos saber, ok!?

Bonne chance a nous tous!!