Salut pessoas!
Sabe quando dizem que "quando a água bate na bunda a gente aprende a nadar"? Pois é, pelo menos pra mim o ditado é verdadeiro.
Desde criança, sempre tivemos a sorte (depende do ponto de vista) de ter uma emprega doméstica em casa. Meus pais trabalhavam e ainda trabalham o dia inteiro, por longas horas e também durante a noite em vários dias da semana. E ainda, com 3 filhos em casa, a vida sem uma ajudante era bastante difícil. Por isso, desde que me entendo por gente, sempre teve alguém em casa encarregada de todos os afazeres domésticos.
O tempo passou, a criança cresceu, achou que ficou responsável, conheceu uma outra criança grande que sempre foi o filhinho da mamãe e juntos resolveram brincar de casinha em tamanho real. Mas, antes mesmo da brincadeira começar, já estávamos lá nos dois escolhendo quem seria o adulto da casa, aquela pessoa que colocaria ordem na bagunça. Nem cogitei a possibilidade de não ter uma ajudante, afinal também trabalhava muito e queria aproveitar meus finais de semana! Entre algumas idas e vindas, erros e acertos, eis que surge a Rose.
A Rose era uma pessoa meio louca, estabanada, que adorava tomar meus Yakults e se trancar sem querer na sacada. Ninguém podia começar uma conversa com ela, senão ela não parava de falar! Sempre tinha uma historia para contar. E pra mim, o melhor de tudo era que quando eu chegava cansada e estressada em casa a noite, o apartamento estava impecável.
Um belo dia, esses dois desajuizados resolvem se mudar para o Canadá. Mas e a Rose? Tem como levar na mala? No que dependesse dela, sim, ela estaria aqui em casa com a gente. Mas infelizmente a Maura não deu um visto pra ela também e a Rose teve que ficar no Brasil.
Chegando aqui, a água bateu na bunda! E não é que estamos aprendendo a nadar? O tema "faxina" foi um tabu nos primeiros meses aqui. Era só tocar no assunto que o meu bom humor ia embora rapidinho. Mas aos poucos fomos nos acostumando, e hoje já não é algo que nos faz perder o sono. Não deixou de ser chato, mas as "modernidades do primeiro mundo" diminuem consideravelmente o trabalho.
E a Rose que ficou no Brasil foi substituída pela Rosie canadense. Ela não fala tanto que nem a outra, nem toma meus Yakults, mas é estabanada e vive dando cabeçadas na parede e se enroscando nos móveis. A vantagem é que a Rosie canadense deixa o chão perfeitamente limpo, igual a Rose brasileira. A unica exigencia dela é que a gente tire as coisas do caminho para ela passar!
No final de um dia intenso de trabalho, tudo o que ela mais quer é ir pra casa e recarregar as energias por que ela sabe que em alguns dias, começa tudo de novo!
Em breve, Rosie canadense vai trazer uma companheira para ajuda-la aqui em casa. Enquanto ela varre/aspira o chão, sua amiga vai passando pano úmido (que inclusive é descartável e já vem umedecido do supermercado mesmo, nada de balde, pano de chão, etc). Pois quando o assunto é faxina, conseguimos encontrar por aqui várias opções que facilitam a nossa vida e transformam essa obrigação em uma tarefa menos difícil (ainda não prazerosa).
E amigas futuras imigrantes, comecem desde já a educar seus maridos para ajudar nas tarefas de casa, caso eles não ajudem. Tenho a sorte de ter um marido maravilhoso que me ajuda em tudo, mas ainda ouvimos histórias de vez em quando de alguns seres machistas que aparecem por aqui.
A bientôt.














